Há um rio transbordando em mim
Secando, secando em mim
Quero Escrever.
Não consigo.
Quero gritar
Quem me ouve?
Quero voar
Não sei pra onde...
Quero morrer por fim
Mas também quero viver. Viver e amar.
Amar com força, com
fúria, com suor e dor.
Com temor e ferro em brasa
Com toda tortura e fragilidade.
Com toda angustia e instabilidade
Quero sonhar.
Mas esbarro-me na realidade
Crua, nua, real...
Quero ser parte do mar
Porque ele é parte de mim.
Quero entranhar-me no ventre da natureza
Quero estranheza, o
sol que nasce desvirginando a madrugada.
Quero minha dor com serenidade;
Quero enfrentar o deserto – e as flores
O meu câncer - sua
cura.
O verso - e a crítica
A transcendência - e
meu ódio...
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