Sou eu o oposto de mim mesmo.
Sou o mesmo ser inexistente de inexistências passadas.Apenas essência;
Talvez o eu-lírico de um grande poeta,
a heteronomia em fenômeno, em Pessoa;
O ser que não conheces porque se escondia; a voz que calada,
rouca estava e agora sai;
sai como vulcão, larvas de renascimento e regeneração;
e forma e força;
E conteúdo,
E desejo,e forma e força;
E conteúdo,
E vício,
E amor,
E paixão
E pura libido...
Sou a embriaguês
O término e o recomeço
O enjoo e a redescoberta
O que você conhece e ignora;
O que você ignora e desconhece e reconhece, e foge, e termina perto de mim novamente,
porque no fim de tudo somos um único ser atrelado ao mesmo corpo,
pertencentes a uma única essência, híbridos, ciameses,
Opostos, Humanos e Desumanos...
Perdidos neste reino de discursos
De frases soltas, loucas, desconexas, confusas...
Frases, textos, poesias,
Momento que denuncia ao leitor atento, o momento de fusão,
confusão,
mistura...
entre o eu e o ele;
eu – a voz;
e ele:
o poeta!
Entre a mulher que amamos – e a mulher de quem falamos...
Este triangulo compartilhável,
Confuso, intrigante, entre a poesia, a essência pura de quem amamos,
O poeta, o lapidador, de que falo,
E eu – o denunciador, o delator dos que sentem-se amador e coisa amada,
Reciprocamente, paradoxalmente, insanamente, unidos, por um sentimento único, mágico, incrivelmente humano...
Autor: Júlio Cesar Maia
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