O quanto me tem feito mal buscar erguer minha auto-estima em
escombros alheios...
Tenho contemplado todos os dias minhas pétalas, que há anos
tenho guardado,
Espalhadas pelo lugares que caminhei por não conseguir achar o meu.
Estou aprendendo também embora de forma dura, e às vezes até
cruel, que pra acertar um caminho, às vezes pisamos em verdadeiras brasas
vivas,
e frequentemente, por não aguentarmos as consequencias do
que somos, ou fizemos, machucamos pessoas que não eram para serem machucadas, e
ferimos seres que nos fazem sentir verdadeiros humanos, mesmo quando
circunstâncias aparentemente inofensivas nos fazem sentir verdadeiros lixos!
Estou aprendendo, mais uma vez, a dor do recomeço...
sentindo o revés de um parto
e o parto em sua forma mais dolorosa e sutil... um parto
onde se faz necessário morrer para que se nasça uma nova esperança, um novo
sol, uma nova saída...
Estou aprendendo a caminhar e dançar com minha solidão, com
minha saudade, a ver a alegria dos outros e não mais incomodá-la, nem
incomodar-me, basta!
Tenho visto a força do Sol dá-me uma saída diferente da que
ultimamente cogito, tenho visto sorrisos que me fazem rever e mudar os rumos do
que sinto, como um novo começo... uma nova saída, um novo céu...
muito provavelmente será necessário a quebra do falso
cristal, do falso ser, do falso vaso, para com o que sobrar construir o novo, o
verdadeiro, o sano...
é hora de partir ao fundo de mim, parar de fugir, de fingir,
e ir... ir... ir...
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