Sândalo sangrando, teu perfume me comove e a tua voz e sofrimento me reduz a nada...Não enxergo o que sou,Não sou mais eu - sou sim um machado ferido;
infeliz por causa de erros naufragados,Caminhando à deriva,
embriagado ao mar...
em busca de um semideus derrotado, anti-mitológico
Em busca de um sol eclipsiado,
de um refúgio inexistente,
de um mar suicidado...
Sândalo ferido...
És o que tenho de forte.
e o que me corrói
Não mais eu: machado duro.
E sim tu, Sândalo ferido...
me amoleces a ferradura, envelheces minha lâmina, e agora sou parte de teu tronco de tua voz e terra!
perfumas a mim, machado que fere,
transformando-me em sândalo ferido...
perfumado por teu perdão...
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