Este texto
"nasceu" por causa de uma entrevista de Emprego onde a redação
era a Pergunta: "Quem é Você pra Você mesmo?"
Ego é um pronome Latino que quer dizer “eu.”
Daí EGOcentrismo; EGOísmo;
Falar de mim é um tanto quanto perigoso pois poderá conduzir-me a cair em qualquer destes dois termos,
muito mal vistos pela maioria das pessoas.
Isso porque existem mais ou menos dois tipos de pessoas no mundo:
aquelas que falam só de si- e se falam muito bem.
E aquelas que, por tentarem ser mais "humildes" buscam
colocar menos virtudes;
ou pelo menos,menos destacá-las.
A estas pessoas caem-lhe a alcunha de “baixa auto-estima”;
Àquelas? Prepotentes!
Como não pretendo cair nem um, nem outro paradigma;
mas conduzir você,
aí do outro lado da Leitura,
a uma visão sensata do que realmente sou,
prefiro o meio termo;
Mesmo assim ainda é possível que o leitor me chame de “egoísta estilizado.” (Não procure este termo nos seus arquivos acadêmicos; ou em dicionários especializados;
trata-se de um verdadeiro “neologismo*” terminológico).
Sou aquele tipo de pessoa que pouco falo, pouco brinco e muito observo.
Quando possível pronuncio algumas palavras, mas preciso, contudo, a priori, observar e levantar um quadro geral das circunstâncias;
E não existe melhor momento para fazer isso que não seja em situações de disputa, onde me remete imediatamente na luta do homem pelo fogo;
Não que usemos de violência.
Temos as Leis, os Códigos de Ética e tudo o que foi feito para (re)frear as atitudes “animais” do Homem (este ser político);
mas, contudo, num teste/entrevista de emprego, por exemplo,
estamos vivendo uma situação de sobrevivência(no Brasil, Sub existência), onde, educadamente, as pessoas tentam eliminar outras;
é nessas situações de extrema aflição, que busco acalmar-me e observar os indivíduos gladiarem-se –ou, pasmem: ajudarem-se!
Somos seres éticos, lembra?
É nesses contextos que, aos poucos, vou mostrando quem sou. Vou
observando seus gestos, e suas minuciosas linguagens
corporais;aliviando-as, levantando sua estima;dando-lhes
esperança, ouvindo-as, aconselhando-as...
E, finalmente, avaliando-as, que é objetivo final, derradeiro, e
até...
Sublime!Sim, por que não?Medíocre? Insensato? falso? Quantos nomes feios a mim injustamente se aferem, leitora romântica!
A Ciência muito me agradecerá por isso.
Mas, se der tempo, gostaria de sentir o gosto da glória ainda vivo;
homenagem póstuma, a uma geração que poderá contradizer o que
escrevo e que durante anos busco provar, vai influenciar frontalmente no meu
descanso eterno, derradeiro e merecido;
Dediquei-me a serviço do bem-estar do próximo!
Quero que meus ensinos e concepções virem doutrina! E me chamem de Mestre Sublime!
É só o que quero...
Existem, finalmente, duas denominações para seres que falam muito bem de si- e só de si- e para aqueles taxados de frágeis, autopiedosos,
ou
freudianamente falando possuem a "auto-estima" lá embaixo.
Àqueles cuja estima são elevadíssimas chamo-os de
“Esquizofrênicos daGrandeza;”essa modalidade de doentes atinge pessoas de qualquer idade e a cura para ela chama-se “cair do pedestal.” Mas não pára por aí:existe ainda um subtipo que é a que chamo de“Esquizofrenia da Grandeza Aguda” a diferença entre ambas é que esta não tem cura...é a manifestação mais agressiva da doença;
Vejamos os sintomas:A pessoa morre e antes de morrer determina a lista deconvidados;pede pra ser cremada porque não quer virar comida de verme; o caixão tem que ter seda branca, e ar-condicionado para ele(a) não suar enquanto estiver velando.
Quando este indivíduo vai ao Encontro do Criador, é outro problema:
se mete nas reuniões celestiais; senta na cadeira de Deus; arruma
briga com os anjos;
reclama porque todo o mundo veste igual a ele(a).
Nem com sucessivos desencarnes e encarnes o indivíduo consegue curar-se.
Os autopiedosos, por sua vez, viram chacota aqui e no além.
Aqui viram cobaias; as pessoas o fazem de besta, tentam ridicularizá-los
e, quando morrem pouca gente vai ao enterro porque não foi em vida muito
influente.
O diabo termina o levando ao inferno por acidente e se esquece
dele lá;
e ele, por achar que merece aquilo, fica ali calado, recluso,
inerte!
Eu por minha vez prefiro ficar quieto; observando os tipos humanos, catalogando-os e, quando possível ou necessário, pronuncio algumas(por que não dizer?) várias palavras, até lentamente deitar meu Ego sobre eles.
Quando não dá, fico calado e carrego, em nome da ciência e da
caridade, o ego dos outros comigo.
Quem sabe assim não ganho as honras de um Machado de Assis?
Não quero ser prepotente, mas só quero o gosto da honra e do reconhecimento.
E disso, perdoe-me, não posso abdicar!
*neologismo: Invenção criação de novas palavras
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