"Sou lamento no canto da sereia,
esperando o naufrágio das embarcações"
(Vander Lee)
Eu entendo a implosão confusa que ocorre em teu ser.
Entendo que estranhes a força abrupta do que ocorre em mim, e esse desconhecimento e descontrole te trás desconforto.
É natural;
saíste de uma prisão;
prisão de palavras árduas, de gestos impensados, de cavernas profundamente escuras...
Do que eu era e do que sou, pouca coisa tem mudado...
Minha luz é fraca, mas ainda sim, por viverdes tanto tempo na caverna te inseri, esta luz ainda te ofusca, te cega...
A frágil força da mudança que busco é para ti repentina e para mim, demorada.
Iniciou internamente.
Sem ninguém ver. Sozinho, como compete a um ser que tenta o tempo todo evoluir.
Transformações internas. Introspecção. Busca de auto-conhecimento, senso de auto-disciplina, busca de conhecimento e saídas, conhecimento e estratégias que possam ajudar no caminho que decidi há algum tempo trilhar...
Eu entendo que a conjuntura que envolve a incerteza do futuro e a desconstrução e reconstrução de minhas atitudes, pensamentos e ações, te desnorteiam...
Perdoe-me.
Eu não tenho controle sobre os efeitos que essa mudança tem.
Nem em qual momento vai chegar,
nem a intensidade,
nem a força,
nem a urgência...
Perdoe-me.
Eu apenas decidi em algum momento que iria mudar.
E iniciei internamente.
E agora externamente o vês;
Perdoe-me se a força dessa desconstrução coincide com o seu sentimento de incerteza.
Se essa atitude de reconstrução te trás desconforto,
te trás confusão...
É por que encontro-me embriagado ao mar,
sem bússola,
sem horizonte,
sem norte...
apenas navegando... adentrando a cada hora num mar tão imenso que às vezes erro a direção, o rumo, a meta...
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