“Para viver em estado de poesia
Me entranharia nestes sertões de você”
[Chico Cesar]
Sou um
escritor cuja alma perambula entre os céus e os umbrais de mim mesmo.
Nasci
para não ser eu.
Para não saber ao certo nunca quem sou e assim enfrentar o desafio diário de me descobrir todos os dias...
E me esquecer em um lugar qualquer ao fim da noite.
Para não saber ao certo nunca quem sou e assim enfrentar o desafio diário de me descobrir todos os dias...
E me esquecer em um lugar qualquer ao fim da noite.
Vivo a desvirginar
florestas e mulheres.
Desfazer e refazer amores.
Desfazer e refazer amores.
Desencantar, encantar e reencantar;
Caminhar no submundo dos sentimentos
inferiores e insanos e do nada levantar-me e voar alto, e amar com
loucura,
e me perder em meio a tanta confusão,
a tanta mistura,
a tantas noites e dias que oscilam lentamente tal qual uma valsa....
e me perder em meio a tanta confusão,
a tanta mistura,
a tantas noites e dias que oscilam lentamente tal qual uma valsa....
Sou um
escritor sem alma.
Um
escritor cujo espírito se deita nas letras que refletem meus mais secretos
desejos...
Sou um
escritor que nasci para para viver a dor da manhã;
e o prazer das noites.
e o prazer das noites.
E ir...
Ir ao encontro das letras, da forma, da arte, do amor não amoroso;
não correspondido,
não vivido,
não fraco...
Sou um escritor em estado de poesia.
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